Bush

03/09/2012

A época áurea dos Bush foi há uns anos atrás, nos anos 90, onde a crítica internacional os colocava entre uns Nirvana e uns Pearl Jam. No entanto a banda de Gavin Rossdale nunca conseguiu conquistar o estatuto de banda de culto como os seus colegas de profissão, mas conseguiu ser uma das bandas com maior sucesso comercial da altura e com uma legião de fãs fiéis. Prova disso foi a plateia praticamente cheia do Coliseu com idades acima dos 25 anos [alguém da plateia dizia “Puto, estamos velhos!” ] para ouvir, pular, relembrar e cantar o rock dos Bush.

O pretexto para o concerto dado em Portugal foi o lançamento ao fim de 10 anos de um novo álbum “The Sea of Memories” e obviamente a reunião da banda, ou parte dela, pois da formação original mantem-se o frontman Gavin Rossdale e o baterista Robin Goodridge, aos quais se juntaram o guitarrista Chris Traynor e o baixista Corey Britz.

De forma inteligente a banda foi intercalando os novos temas com as malhas antigas ainda bem presentes na mente do público, mantendo o ritmo do concerto.

Para abrir as hostes começamos pelo início da carreira da banda e ouvimos “Machinehead”, retirado do primeiro álbum da banda “Sixteen Stone” e de seguida a nova “All My Life”. Ouve-se um dos riffs mais conhecidos da banda e o público aplaude e acompanha como já seria de esperar “The Chemicals Between Us”. Continuamos com o single de apresentação  do álbum “The Sea of Memories” – “The Sound of Winter”, malha que nada traz de novo ao som de Bush e que ainda passa despercebida aos ouvidos do público português.

Gavin Rossdale, um frontman que sabe o que deve fazer para agradar a todos, bastantes poses pensadas mesmo ao jeito das objectivas dos fotógrafos, várias vezes ao longo do concerto desce para junto do público, apresentando-se simpático e bem disposto, sem vedetismos e numa excelente forma.

Do álbum de estreia da banda “Sixteen Stone”  e o mais requisitado, pudemos ainda ouvir  “Everything Zen”,  “Alien”,  “Little Things” e já no encore “Glycerine” e “Comedown”. Não foram esquecidos êxitos como “Swallowed” e “Greedy Fly” fazendo relembrar certamente a adolescência de muitos dos presentes.

Um dos momentos altos do concerto foi a presença de Gavin Rossdale no meio do público durante a música “The Afterlife“, percorrendo toda a plateia, uns beijinhos e abraços aqui, um gole de cerveja ali e o público vibrava, principalmente o feminino!

No encore, para além das músicas referidas anteriormente ouviu-se Pink Floyd e Beatles, com “Breath” e “Come Together” interpretadas ao jeito de Bush. No essencial foi um bom concerto de rockada, onde não faltaram riffs electricos e distorções numa altura em que tanto se reflete se o rock tem ou não os dias contados… Os fãs certamente que não saíram desiludidos e o público superou as expectativas da própria banda que prometeu regressar no próximo ano a terras lusitanas.

Valeu a pena o regresso de Bush aos palcos? A julgar pela receptividade do público português, a resposta é afirmativa, e não será exagerado dizer o rock de Bush está vivo!

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