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JUDAS PRIEST + QUEENSRYCHE

2011-07-27, Pavilhão Atlântico, Lisboa
Redacção

A Epitaph Tour 2011, tournée de despedida dos britânicos JUDAS PRIEST, trouxe-nos ao Pavilhão Atlântico. Para além dos próprios, os Queensrÿche que, ao contrário do que foi citado aos fãs portugueses por Geoff Tate, vocalista dos Queensrÿche, não estiveram pela primeira vez em Portugal, como vocês já devem ter conhecimento!

Eram 20.00h em ponto quando os Queensrÿche subiram ao palco do Pavilhão Atlântico. A fraca afluência de público, ao contrário do que era de esperar para um evento desta envergadura, deixou-me avançar para junto do palco onde nas primeiras filas já se faziam ouvir a pequena mas fiel legião de fãs trautear os versos de “I Don’t Believe In Love”, “Jet City Women”, “Empire” ou mesmo “Eyes Of A Stranger”. Sinceramente, como apreciador da banda, pareceu-me que algo não estava muito bem, havia uma sensação de desinteresse ou mesmo de cumprir calendário, com um Geoff Tate um pouco poser a mais e sem grande tempo para mostrar mais do melhor que os Queensrÿche têm vindo a fazer. Ficamos a aguardar por eles novamente com um espectáculo como headliners, onde possam brilhar.

Os lendários, e pioneiros da New Wave of British Heavy Metal, Judas Priest eram sem sombra de dúvida a banda mais aguardada da noite para a maioria dos presentes. Trouxeram consigo um espectáculo visualmente bem arrojado, onde não faltou o fogo, o fumo, os lasers e claro o essencial, os grandes clássicos do heavy metal. Não era de esperar menos, pois segundo consta este foi o ultimo espectáculo da banda em Portugal, e será a última digressão que fará pelo mundo.

O frontman Rob Halford, vocalista, fez-se acompanhar por Glenn Tipton na guitarra, Ian Hill no baixo, Scott Travis na bateria e o novo guitarrista Richie Faulkner, que substituiu KK Downing há relativamente pouco tempo e que, por sinal, veio dar uma nova energia à banda ao vivo, não que seja fácil ombrear a capacidade técnica de Downing, mas, para além da energia que Richie trouxe à banda, também demonstrou estar à altura dessa exigência para fazer face à grande lacuna deixada pelo seu mestre.

 

Foram cerca de duas horas e pouco de concerto onde clássicos se fizeram-se ouvir, de destacar “Rapid Fire”, “Metal Gods”, “Heading Out To The Highway”, “Starbreaker”, “Victim Of Changes” e “Diamonds & Rust”, uma versão de um tema de Joan Baez, bem como “Night Crawler”, “Turbo Lover”, “Beyond The Realms Of Death”, e “The Sentinel”. Um dos grandes momentos foi “Breaking The Law”, em que Halford entrega de corpo e alma a música aos fãs presentes, que a cantaram como se de um hino se trata-se. Logo após esta entrega do público, Scott Travis liga um solo de bateria à entrada de “Painkiller”.

O cansaço já se fazia sentir um pouco na voz de Halford, mas nem por isso deixaram os três encores programados por fazer e mais uma série de clássicos: “The Hellion”, “Electric Eye”, não faltou a entrada em palco de Rob Halford acompanhado pela sua mota em “Hell Bent For Leather”, “You’ve Got Another Thing Comin’” e, finalmente, “Living After Midnight” que encerrou a actuação brilhante da banda!

Entretanto anunciaram que afinal o encerramento de actividades diz apenas respeito a digressões, ainda assim fico contente por ter presenciado este espectáculo que deixou marca e certamente boas lembranças.

Texto Pedro Almeida | Fotos Rúben Viegas

SETLIST

  • Battle Hymn (intro)
    Rapid Fire
    Metal Gods
    Heading Out to the Highway
    Judas Rising
    Starbreaker
    Victim of Changes
    Never Satisfied
    Diamonds & Rust
    Dawn of Creation
    Prophecy
    Night Crawler
    Turbo Lover
    Beyond the Realms of Death
    The Sentinel
    Blood Red Skies
    The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)
    Breaking the Law
    Painkiller
  • Encore 1
    The Hellion
    Electric Eye
  • Encore 2
    Hell Bent for Leather
    You’ve Got Another Thing Comin’
  • Encore 3
    Living After Midnight