The Offspring, Pop Punk’s Not Dead

The Offspring, Pop Punk’s Not Dead

2019-08-23, EDP Vilar de Mouros
Rodrigo Baptista
Luís Valadares / EDP Vilar de Mouros
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Os The Offspring regressaram a Portugal após 7 anos para uma atuação no EDP Vilar de Mouros.  O conjunto de Dexter Holland apresentou um set composto essencialmente de clássicos, como que a condizer com o espírito revivalista do festival.

Porta estandarte da cena Pop Punk, uma abordagem mais mainstream ao Punk Rock e que juntamente com os Green Day marcou toda uma geração nos anos 90, os The Offspring subiram ao palco do EDP Vilar de Mouros para recordar os já longínquos 90s com essa mesma geração, agora na casa dos 30/40, mas também vários jovens que ainda nem sequer eram nascidos aquando do período em que foram lançados os álbuns clássicos da banda californiana.

A noite prometia, pouco antes da entrada dos The Offspring em palco, a organização emitia um comunicado através da sua página informando que os bilhetes para aquele dia do festival tinham esgotado, demonstrando assim a força e a legião de fãs que o conjunto de Garden Grove dispõe no nosso país.

A abertura deu-se com “Americana” do álbum com o mesmo nome, editado em 1998. Rapidamente a plateia entrou em erupção, começando assim uma série de pequenos moshpits que seriam constantes ao longo de todo o concerto. A banda até elogiou a entrega do público, acabando por confundir de forma irónica a poeira que se fazia sentir no ar com o vapor produzido através dos corpos em movimento.

O set dos The Offspring apresenta-se algo já pré formatado e não deixa espaço para grandes surpresas, no entanto há que salientar dois momentos particularmente interessantes no concerto, o primeiro foi a realização de uma cover de AC/DC da malha “Whole Lotta Rosie”, quem vos escreve prefere a versão dos Guns ‘N’ Roses, no entanto a surpresa foi agradável e não deixa de ser curioso “ver” como é que soa AC/DC numa versão mais “esgalhada”. O segundo momento, neste caso até particularmente emotivo, foi a performance da balada “Gone Away”, tocada ao piano pelo vocalista Dexter Holland, e devem-se se estar a perguntar: «O que é que uma balada tem que ver com Punk?», nada, precisamente, mas é neste momento que entra a componente mais Pop da banda, e que lhes permitiu chegar ao mercado mainstream, algo que é bastante desprezado por alguns puristas do género.

A prestação de toda a banda foi bastante sólida, com destaque para os vocais de Dexter Holland que continua a conseguir reproduzir fielmente ao vivo as gravações de estúdio, o que para alguns é um ponto a favor mas que para outros nem tanto. Já Noodles, o icónico guitarrista da banda, acompanhado da sua Ibanez de assinatura, o modelo NDM4, mostrou-se bastante interventivo, mais até ao microfone, onde de vez em quando soltava algumas larachas provocando assim alguma risota entre o público.

Os principais hinos da banda foram guardados para o fim, “Why Don’t You Get a Job?”, “Pretty Fly (For a White Guy) ou “Self Esteem” já no encore foram entoados em plenos pulmões pelo público fervoroso de Vilar de Mouros. O relógio batia as 3h00 quando se ouvi-o o último acorde da guitarra de Noodles, feitas as despedidas fica o desejo de um regresso num futuro mais próximo.

SETLIST

  • Americana
    All I Want
    Come Out And Play
    It Won’t Get Better
    Want You Bad
    Original Prankster
    Staring At The Sun
    Whole Lotta Rosie (AC/DC cover)
    Bad Habit
    Gotta Get Away
    Gone Away
    Why Don’t You Get A Job?
    (Can’t Get My) Head Around You
    Pretty Fly (For A White Guy)
    The Kids Aren´t Alright
  • Encore:
    You’re Gonna Go Far, Kid
    Self Esteem