Weedeater, Primavera de Bourbon

Weedeater, Primavera de Bourbon

2015-06-04, RCA Club, Lisboa
Nero
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Entre o novo álbum, “Goliathan”, clássicos como “Weed Monkey” e malhões como “Jason The Dragon”… Que sova!

Estava a AS no Temples e o plano pareceu extremamente lógico: os Weedeater tocariam daí a alguns dias em Portugal, podia ver-se a actuação dos Nails. No final do concerto de ontem no RCA Club, a conclusão era simples: o plano saiu execravelmente furado! Devíamos ter visto os Weedeater no Temples e repetido ontem. Serve isto para avisar a malta da Invicta, deixem-se de primaveras e vão andar à porrada com os Weedeater.

A brutalidade de volume e a visceralidade da actuação desde trio de rednecks foi algo inesquecível. A cada malhão, os três partilhavam uma garrafa de Jack Daniels. A cada nota, os três faziam-nos sofrer os tímpanos. Que sova. A actuação do baterista Travis Owen foi, simplesmente, uma das melhores que a AS já teve oportunidade de ver, ali ao lado de Edgar Livengood [Jucifer] e Dave Weckl [Mike Stern]. A força descomunal da batida, os malabarismos gabarolas, um show à parte. Tal como a insanidade de volume de “Dixie” Collins, com dois Sunn, um Coliseum-300 e um Concert Slave, que faziam um escavacado Squier Precision Bass soar como o «Hammer of the Gods» que Robert Plant evocava em “Immigrant Song”.

Mais sossegado, Dave Shepherd funciona como um guitarrista em filtro de polaridade invertida. Não são as linhas de guitarra que sobressaem. São como o guindaste em que assentam os autênticos aríetes que são os seus parceiros rítmicos. Entre o novo álbum, “Goliathan”, clássicos como “Weed Monkey” e malhões como “Jason The Dragon”… Que sova!