Kesha: No final toda a gente perde

Kesha: No final toda a gente perde

Tiago da Bernarda

Tudo o que precisas de saber sobre as altercações judiciais da cantora contra Dr Luke, o seu produtor de longa data.

Kesha é um nome que voltou a ter destaque dentro da comunicação social. Maioritariamente graças a um processo judicial que já se estende desde o início 2014 contra o produtor que despoletou a sua carreira, Dr. Luke. Antes de pensarem, «mas quem é que quer saber da rapariga do “Tik Tok”?», pense-se que a gravidade do assunto ultrapassa os gostos pessoais pelo pop cor-de-rosa da cantora.

Kesha alega ser vítima de abusos sexuais e psicológicos por parte do produtor

Em 2005, tinha Kesha 18 anos, assinou um contracto de exclusividade com a Kemosabe Records, uma subsidiária da Sony criada por Lukasz Gottwald, mais conhecido como Dr. Luke. Um contracto que exige oito álbuns de estúdio, dos quais foram apenas cumprido dois. Isto porque, apesar de ter uma relação profissional de quase 10 anos com Dr. Luke, Kesha alega ser vítima de abusos sexuais e psicológicos por parte do produtor. Algo que diz ser recorrente com raparigas com quem trabalha.

O processo judicial posto sobre o produtor, é a sua tentativa de rescindir o contracto para poder continuar a fazer música com outro produtor que não o suposto agressor. Dr. Luke respondeu com um processo de difamação sob a cantora. Entra 2016 e o tribunal de Nova Iorque rege-se a favor da Kemosabe Records.

No entanto, a decisão não deixou a Sony descansada. De acordo com Daniel Zucker, vice-presidente executivo da RCA Records, uma divisão da Sony, a editora poderá sair prejudicada caso Kesha decida gravar com editoras concorrentes. «Se a Kesha conseguir rescindir das suas obrigações contratuais para com a Kemosabe Records(…) a credibilidade da Sony dentro da indústria será prejudicada», escreveu numa declaração jurada. «Também deixa a imagem que outros artistas que trabalham ou potencialmente trabalharão, que poderão fazer o mesmo».

Dr Luke quebrou o silêncio nas redes sociais

Independentemente se as demandas de Kesha forem cumpridas, as repercussões das altercações judiciais já estão à vista. O apoio à cantora nas redes sociais tem crescido exponencialmente, contando já com o apoio de outras influentes figuras pop como Lady Gaga, Lorde, Demi Lovato Ariana Grande e, mais recentemente, Taylor Swift que doou 250 mil dólares para apoiar Kesha.

Dr Luke quebrou o silêncio nas redes sociais, e “tweetou”, na passada segunda-feira, nunca ter tido sexo com Kesha, alguém que vê como uma irmã mais nova, e que a própria desmentiu essas alegações em tribunal, em 2011. Resta apenas saber se a Sony manterá laços com a Kemosabe Records, e se será possível chegar a um acordo que reduza as obrigações contratuais de Kesha para com a editora.

 

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