Viriatada de Abril

Viriatada de Abril

Redacção

A “Viriatada” acolhe alguns dos lançamentos portugueses do mês num único local. Em Abril temos novos álbuns de Her Name Was Fire e Dino D’Santiago (lançado assim de surpresa a alegrar a quarentena), o EP gratuito dos Besta e muitas novidades de Whales, April Ivy, Carla Prata, Stereoboy, Billy Lobster e muitos outros.

A música portuguesa tem qualidade e merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os meses, mas ainda há quem diga que é difícil de encontrar qualidade… A nossa Viriatada mensal reúne alguns dos destaques na música portuguesa num só local. Poupamos-te o trabalho, só tens que visitar a Arte Sonora, conhecer e ouvir. Queres ver a edição de Janeiro? Clica aqui. A de Fevereiro está aqui e a de Março aqui. Para verificar este mês, faz scroll. A Viriatada da Arte Sonora está em actualização durante todo o mês! Passa por cá e descobre as novidades da música portuguesa.

HER NAME WAS FIRE – “DECADENT MOVEMENT” // O segundo álbum do duo lisboeta pode já ser ouvido em todas as plataformas de streaming. Este novo trabalho retrata a efemeridade da vida, criticando a artificialidade e a fragilidade do ser humano na era moderna – temas que desafiam a reflexão do ouvinte, dado o momento que o Mundo vive. O álbum “Decadent Movement” está disponível em CD pela Raging Planet Records.

DINO D’SANTIAGO – “KRIOLA” // Sem aviso prévio e um mimo nestes tempos tristes, “Kriola” é o novo álbum de Dino d’ Santiago. Mais uma vez, o artista volta às raízes cabo-verdianas ou portuguesas, mas com um apelo global. Foi criado entre Londres e Lisboa, com canções de voz envolvente, filtros electrónicos e ritmos como o batuque ou o funaná. Os ritmos explorados levam-nos até Santiago, em Cabo Verde, de Lisboa, de Londres, Lagos, na Nigéria, ou de Luanda. «A cachupa instrumental», como diz Dino, «desta vez viajou do batuku ao ozonto, da coladera ao grime, sempre com o tempero final dado pelo funaná que descansa no arriscar de um tarraxo.» O autor da “Nova Lisboa” assume que “Kriola” é o seu álbum mais activista, onde a Morabeza da linha de Sintra, fixa que o crioulo é a segunda língua mais falada na capital portuguesa e ainda assim, as mães negras continuam a chorar por equidade, enquanto gritam “Nhôs Obi”! Ao mesmo tempo, os jovens de hoje furam os preconceitos, e é na rua que nos provam diariamente que “nu ta mistura, Nôs tudo eh Kriolu!”, relembrando-nos o verdadeiro significado da palavra “Crioulo”, que é não mais que, o resultado da mistura. “Branco ku Preto, um gerason di Oru”, transpiram em uníssono, vibrando com um som que só a nós e a todos pertence. Seiji, Nosa Apollo, Branko, PEDRO, Kalaf Epalanga, Toty Sa’Med, Djodje Almeida, Toni Economides, Julinho KSD e Vado MKA, são os companheiros desta nova viagem de Dino D’Santiago, onde todos se encontram nas sonoridades e mensagens que já são a assinatura. Carrega no play para ouvir.

BESTA – “MONGOLOID” // “Mongoloid” é o novo EP com 4 faixas disponibilizado pelo quarteto no seu bandcamp. No EP podes ouvir as covers para “Mongoloid” dos Devo e “VTA” dos Only Living Witness e os originais “Nas Garras Do Mandarim” e “A Coisa”. O último longa duração dos Besta, “Eterno Rancor” foi considerado pela AS como um dos melhores álbuns que ouvimos em 2019.

 

LOBO MAU – NA CASA DELE // Já está disponível no bandcamp o álbum de estreia dos  Lobo Maus, o projecto de David Jacinto, Gonçalo Ferreira e Lília Esteves. É composto por nove canções que nasceram da relação entre as diferentes estórias, visões, jeitos de ser e de sentir de cada um e da sua interpretação criativa do mundo à volta. O resultado final conta com a colaboração de vários músicos convidados nomeadamente Ricardo Jacinto, João Pinheiro, António Quintino, Bernardo Barata, David Santos, Dino Récio e Manuel Pinheiro.

CHINASKEE – NOVA(rock) // Este lançamento é uma nova abordagem ao tema escrito por Miguel Gomes (Chinaskee), Miguel Angelo e Filipe Sambado. «Em 2019, o Miguel o Filipe e eu começamos a trabalhar nas canções que viriam a entrar no álbum “NOVA(pop)“. Foi uma óptima oportunidade onde pudemos experimentar várias coisas na nossa produção.  Eu e a minha banda, quando tocámos no Clube B.Leza na Noite Tutilipa X Revolve, decidimos convidar o Miguel Angelo e fazer uma versão do seu single NOVA. Passado um tempo decidimos grava-la, com ele mesmo e lança-la no dia 3 de Abril, pois é o seu aniversário.»

MARTIM VICENTE – “CAMINHO LIVE SESSION” // Já está disponível em todas as plataformas digitais, o novo EP de Martim Vicente intitulado “CAMINHO Live Session”. Deste fazem parte cinco canções, do seu álbum “Caminho”, gravadas ao vivo, num único take, em cinco locais diferentes, e com convidados muito especiais como Carolina Deslandes, Dino D’Santiago, João Campos, Pedro Pity, Nélson Canoa, Guilha Marinho e Vicky Marques. «Quando gravei estas versões quis dar a ver e a ouvir a essência destes encontros entre amigos. Estão a pedir-me há demasiado tempo um suporte digital que não lhes posso continuar a negar», diz o artista. Martim Vicente acredita que perante a actual situação pandémica, a música e a cultura devem estar ainda mais presentes na vida das pessoas. Por isso, o lançamento deste trabalho, para além das iniciativas de concertos dados na sua varanda (Ver aqui), e de participações em eventos solidários por live streaming.

NUNO RANCHO – “I’LL NEVER PLAY THIS LIVE” // Inspirado pelo tédio e talvez pela impossibilidade de percorrer caminhos literais, Nuno Rancho aventura-se por caminhos musicais que nunca antes ousara trilhar. Nascido das profundezas do isolamento social, “I’ll Never Play This Live – volume I” é o primeiro de um número indeterminado de capítulos, que o músico disponibilizará todos os Domingos no seu bandcamp, até que o regresso à normalidade os separe.

WHALES – “TWERP” (Throes + The Shine Remix)// Após o lançamento da “Beyoncé, I Love You”, remisturado pelos conterrâneos First Breath After Coma, Whales revelam agora o quarto remix, feito pelos amigos do Porto, Throes + The Shine, com quem estabeleceram uma forte amizade após terem feito o circuito Super Bock Supernova em conjunto. Este trio de Rockuduro traz uma perspectiva mais dançável de um tema que, apesar de energético, tem uma aura mais introvertida e retrospectiva. 

APRIL IVY – “FAR FROM HOME” // O terceiro single editado por April Ivy em 2020, composto pela artista em colaboração com Danny Wilkin e produzido pela dupla AZTX, sucede a “Can’t Fight This Feeling” e “Temporary Love”. O vídeo de “Far From Home” foi gravado em Londres e realizado pela dupla Roche and Moon, da Slick Films, produtora galardoada com um Óscar na categoria de Best Live Action Short em 2018. Os três singles editados por April Ivy em 2020 chegam pela mão de Sandy Roberton (que colaborou com artistas como Avril Lavigne e Florence + The Machine) e a label americana Beverly Martel. «Considero que é a música mais especial que alguma vez compus e editei, não só pela letra e mensagem, mas também pela sonoridade, com que tanto me identifico. Esta é uma música que fala sobre estar longe de casa e quando digo casa refiro-me a um sentimento. Casa, para cada pessoa, tem um significado e por isso esta música diz-me muito. Estava reticente em lançá-la nesta altura, por estarmos todos em casa… mas a realidade é que casa passou a ser, neste momento, para mim, as minhas melhores amigas, a minha avó que está longe, a minha família, a praia ou o estúdio – todas as pessoas, lugares e sensações das quais estou longe.»

CARLA PRATA – “NEVOEIRO”// Carla Prata lançou o segundo single daquele que será o seu terceiro EP com lançamento previsto para este mês. Prata deixou a produção de “Nevoeiro” ao cargo de Mr.Marley  que deu continuidade à sonoridade apresentada pela cantora em “Desculpa”, um fusão afro dos estilos musicais naija, dancehall riddims e r&b mantendo bem presente o timbre cativante e flow que a caracterizam.

PAULO FLORES E PRODÍGIO – “NZAMBI”// “Nzambi”, significa Deus em Kimbundo, (língua Bantu da região centro norte de Angola) é o primeiro avanço do álbum “A Benção e a Maldição ” uma fusão de Esperança entre Paulo Flores e Prodígio, o testemunho de duas gerações na mesma causa. Este tema vem questionar aquele que para muitos de nós é o criador, sobre algumas questões pertinentes: Porque poucos têm tanto e muitos tão pouco? Porquê tanta desigualdade, tanta indiferença? Numa fase em que todos procuramos algum tipo de resposta para fazer frente aos desafios destes novos tempos, será que estava tudo escrito?  Será que depende de nós, ou será que devíamos depositar todas as nossas esperanças na nossa fé cada vez mais debilitada, na vida, na condição humana, na esperança de um melhor amanhã.

STEREOBOY – “KUNG FU” //  “Kung Fu” é o novo tomo editorial no universo de Stereoboy. O LP foi editado via O Cão da Garagem e Dirty Filthy Records e já pode ser ouvido nas várias plataformas de streaming.

CUCA ROSETA – “LÁGRIMA” // “Amália por Cuca Roseta” é o novo disco que a fadista irá editar em breve. O primeiro single que podemos ouvir desta homenagem chama-se “Lágrima”. Nas palavras de Cuca, «teria de ser sempre o primeiro single deste disco. É um tema que sempre me disse muito. Um tema que sempre mexeu comigo, que sempre me emocionou e que me faz viver todas as melhores memórias da minha vida. O tema “Lágrima” foi composto por duas das pessoas que mais admiro na arte: Amália Rodrigues que escreveu a letra e o guitarrista Carlos Gonçalves que fez a música. É para mim também, um dos temas mais fortes e notáveis do fado. Com este single, quis dar a minha interpretação, “vestir” o tema de “mim”, na versão mais minimalista e possante possível, tendo tido o prazer de ter sido acompanhada da melhor forma, pela brilhante cumplicidade e genialidade do pianista Ruben Alves.»

PIECE OF CAKE – “A STRANGER ON THIS MIRROR” // Depois de “Fears On Fire”, o álbum de estreia da banda Piece Of Cake, o projecto há muito pensado e desenvolvido por Lito Pedreira (baterista, multi-instrumentista, produtor, compositor, que já participou em trabalhos de inúmeras bandas nacionais, como Amor Electro, Balla, Micro Audio Waves, OIOAI ou Nastio Moskito) está de volta com novo EP – “A Stranger On This Mirror”. Composto por 4 temas originais, o EP conta com as participações de Pedro Henriques na voz, Mário Peniche no baixo eléctrico e Rodrigo Almeida na guitarra eléctrica. O design gráfico esteve entregue a Mike Lopes e as gravações, misturas e masterização decorreram no StudioOne por João Pedreira, com produção de Lito Pedreira e Tiago Pais Dias. “A Stranger On This Mirror” é o novo single, que também dá nome ao EP. Lito Pedreira assume a autoria da música, o desempenho rítmico na bateria, todas as programações e teclados, a letra ficou a cargo de Aniana Pedreira.

PEDRO MAFAMA – “NÃO SAIO”// Já podes ouvir um novo single de Mafama. «Esta é uma música sobre bater o pé para não sair de casa. Na altura em que a escrevi, isto queria dizer lutar contra o desejo e pressão de ir para mais uma noitada excessiva, numa Lisboa “em altas” e mais viva que nunca, mas que ao mesmo tempo estava a ser tomada por uma onda de despejos, e o vírus da gentrificação ameaçava tirar-nos das nossas casas a qualquer momento. Poucas semanas depois, o vírus que toma a nossa cidade tem o efeito contrário de nos fazer prisioneiros na nossa própria casa, e a luta é resistir ao desejo de sair, e mesmo assim mantermo-nos vivos e activos nesta nova circunstância. Quero mostrar com este single que, seja qual for a situação, vou lutar para me manter no controlo da minha vida e fazer tudo o que puder fazer para chegar onde quero chegar, sejam quais forem as circunstâncias. Eu tou na casa, e eu daqui não saio.»

O GAJO – “O CAMINHO É O POEMA” // Em tempos de paragem, O GAJO recorda o concerto de lançamento da Colecção “As 4 Estações do GAJO” que aconteceu no espaço do Ferroviário em Lisboa e que contou com 5 convidados especiais. Joana Guerra no Violoncelo, José Anjos com a sua poesia, Carlos Barretto no Contrabaixo, Karlos Rotsen no teclado e João Sousa na Percussão. O tema é “O Caminho é o Poema” que faz parte do EP “Rossio” lançado no Inverno via Rastilho Records.

EVAN-01 – “ALPHA” // EVAN-01 é o projecto a solo de Gustavo Silva [Vulpus, Rivers of Tar]. Reflecte fortes influências de Darksynth, Cyberpunk/Industrial e EBM. Projectos como Perturbator, Gesaffelstein ou Carpenter Brut são afinidades naturais, sendo a estética cyberpunk o pilar a nível de themes (AI, conflitos tecnológicos de larga escala, sociedades distópicas, et al). Já podes ouvir o primeiro EP, “Alpha”, de uma série de 3 (“Alpha”, “Beta”, “Charlie”), todos com previsão de lançamento para este semestre.

QUADRA – “UNIDADE”// Um ano após a edição do longa-duração “Chili”, ouve a primeira amostra do próximo trabalho dos QUADRA, intitula-se “Unidade”. É a mensagem de optimismo do quinteto de Braga para os tempos em que vivemos, na qual se realça a concretização e maturação da sonoridade electrónica explorada no anterior LP. “Unidade” conta a com a produção de Rui Maia (X-Wife; Mirror People) e a sua atmosfera requintada de synths e guitarras, por vezes ambientais, por outras definidas, coloca o ouvinte numa montanha russa entre momentos de tranquilidade e momentos que nos transportam para um futuro muito desejado de celebração.

SARA CRUZ – “HEAVY HEART”// A artista Açoriana lançou o seu novo single “Heavy Heart”, uma canção sobre a tentativa de encontrar força no desalento. Este é o primeiro tema que a cantora compositora apresenta desde o lançamento de “Above Our Heads”, o seu EP editado em 2019.

BILLY LOBSTER #1// Já podes ouvir o primeiro tema duma série de lançamentos que farão parte do próximo EP. Composto em 2016 com a intenção clara de deixar a guitarra e o blues de lado e pegar nos sintetizadores e batidas lentas, dá agora ênfase à palavra. A ideia por detrás das músicas era dar atenção a outras paixões do artista – Hip Hop e Spoken Word. Criando o alter-ego #WordInProgress, uma espécie de homenagem à insatisfação eterna de que nunca nada está perfeito ou acabado, o músico deixou a imaginação voar e começou a esboçar ideais novas, impondo uma única limitação: nada de guitarra e rock and roll.

TIM – “LAR”// “Lar” é o single de avanço do novo álbum de TIM, “20-20-20”. Tim apresenta-nos este single da seguinte forma: «Depois do concerto de 2019 que dei na Culturgest com os meus filhos Vicente nas teclas e Sebastião na bateria, mais o Moz Carrapa na guitarra e o Nuno Espírito-Santo no baixo, achei que a banda estava tão boa que podíamos partir para a gravação de um novo álbum de originais. Ainda no final de 2019 juntámo-nos no meu estúdio caseiro e começámos o trabalho, do qual o primeiro tema que abordámos foi este “Lar”. “Lar” é uma colecção de coisas que eu encontro quando chego a casa vindo dos concertos e que me fazem sentir ‘em casa’. Coisas como o piar do mocho, os trabalhos que me esperam, os objectos, os instrumentos, e finalmente as pessoas. Não fazia ideia de que teríamos de ficar em casa, mas aqui fica a contribuição para o bem estar de todos!»

BEJAFLOR – “NANAR” // Bejaflor tinha acabado de editar o seu segundo EP, “Bejaflor 2″, e preparava-se para começar a tocá-lo ao vivo quando se teve de se confinar em casa. Com tempo livre, começou fazer um conjunto de músicas «que não faria normalmente dentro vida real, mas visto que estamos todos nesta realidade alternativa» decidiu partilhar outro lado seu. “Nanar” é a primeira delas e junta uma espécie de shoegaze moderno à pop electrónica de Bejaflor. Já pode ser ouvida em todas as plataformas digitais e vem também em teledisco caseiro.

CATARINA BRANCO – “CAROLINA” // A Catarina Branco foi repescar “Carolina”, uma canção que tinha ficado de fora do seu EP de estreia, “‘Tá Sol” que tinha sido editado em Janeiro de 2019. Pegou nas gravações e enviou a Luís Severo para as masterizar. Por estes dias estaria a acompanhá-lo nos seus concertos em banda e a gravar o seu primeiro LP.

WILD MAUI – DEVIL AWAKE// “Devil Awake” é o primeiro single de apresentação de “Magnetic Solitude”, o primeiro EP de Wild Maui, o projecto a solo de André Ferreira . Uma faixa onde «se dá o confronto com a parte mais negra que existe dentro de nós e que vamos tentado esconder do mundo e, por vezes, até de nós próprios. A componente visual é extremamente importante neste vídeo que combina a música com a luz e as texturas visuais com o sentir, convidando a uma partilha mútua entre artista e ouvinte/espectador». O EP é composto por 4 faixas, 4 histórias cobertas de dicotomias que oscilam entre a luz e o breu. “Magnetic Solitude” será editado no dia 9 de Outubro de 2020.

BALTER YOUTH – “CHILDREN PLAYING ADULTS” // “Children Playing Adults” é o nome do disco de estreia da banda portuense composta por cinco estudantes universitários, que trazem agora ao mundo os primeiros temas originais, desvinculados de quaisquer produtoras ou editoras. De baterias rasgadas e energéticas a uma “Primavera” reduzida à voz e à guitarra, o projecto portuense encontrou um som único dentro daquilo que consideram uma procura de identidade própria no panorama da música independente portuguesa. O álbum conta ainda com uma masterização realizada por João Bessa, conhecido por trabalhar em estúdio com artistas como Ana Moura ou Pedro Abrunhosa.

BIRDS ARE INDIE – “INSTEAD OF WATCHING TELLY”// Os Birds Are Indie assinalam 10 anos com o lançamento de “Migrations – The travel diaries #1”. Este será o primeiro de dois volumes distintos, o #1 em CD (com edição a 17 de Abril) e o #2 em vinyl (este a ser editado em 2021). Ambos os formatos contarão com a revisita de 5 canções da sua discografia anterior, reinterpretadas e regravadas. Mas haverá também lugar para mais 10 faixas novas, estando 5 delas no CD e outras 5 no vinyl. Com mistura e masterização de João Rui – que no estúdio conimbricense Blue House trabalhou em discos de bandas como a Jigsaw, From Atomic, Raquel Ralha & Pedro Renato e Wipeout Beat – todas as faixas tiveram a participação no baixo e algumas teclas do convidado especial Jorri (a Jigsaw), que também colaborou na gravação. Liderar esse processo, como habitualmente, ficou a cargo de um elemento da banda, Henrique Toscano, e o mesmo aconteceu com o artwork e o design, feitos pela mão da Joana Corker. Com este lançamento surge também um segundo vídeo, “Instead of watching telly”, uma canção originalmente incluída, em 2012, no há muito esgotado álbum de estreia dos Birds Are Indie, “How music fits our silence”. Esta foi uma das escolhidas para ser regravada, com novos arranjos, que agora faz parte de “Migrations – The travel diaries”.

TYROLIRO – “TU ES BRUTE” // Tyroliro é a nova aventura musical de Giliano Boucinha, músico de outras e muitas andanças. Já nos mostrou Utter, Colibri, Paraguaii, é também membro e compositor em Captain Boy e revela-se, agora, a solo com o seu disco de estreia “Tu és Brute”. Este projecto é nos apresentado da seguinte forma: «O pano de fundo é o folclore, a nossa infância, presa por remendos, quase caída no esquecimento e que agora, qual icebergue da psic, vem à tona. Vivências, histórias, fantasias, perspectivas, sonhos, tudo isto é fundido e dado a ouvir, numa bandeja sonora bem misturada. Este é, de longe, o trabalho mais pessoal e intimista de Giliano Boucinha. Vemos o risco, o ardor, o prazer, enfim, a astúcia dum músico multifacetado que deambula pela música mais dançável, através do uso com mestria da simbiose entre guitarra jingada e sintetizadores herméticos, pelo rock mais convencional mas com pitadas de cordas clássicas e onde, em suma, vemos quase correr três décadas de música aos nossos ouvidos.» Podes ouvir e comprar “Tu Es Brute”, aqui.

RAY – “CITY COWBOYS // Luís Raimundo, conhecido na cena musical por “RAY”, fez do rock n’ roll  banda sonora para a vida. Fez-se notar, ora de forma mais musculada, visceral e crua nos The Poppers, ora de forma mais introspectiva e densa em Keep Razors Sharp. No seu novo projecto homónimo – ‘RAY’ – rodeia-se agora de pessoas escolhidas por si para o acompanharem nesta nova viagem sem destino determinado, que contou com a produção de Paulo Furtado (The Legendary Tigerman). Um álbum gravado na Riviera Francesa que dá continuidade a esta parceria violentamente produtiva entre os dois artistas. “City Cowboys” reivindica para si o estatuto de primeiro single de RAY.

RUI LUÍS – “GRAVIDADE DA SITUAÇÃO” // Este é o novo single do cantautor Rui Luís que encontra no ritmo alegre e nos arranjos coloridos a leveza necessária para tudo ser menos grave. E porque até as nuvens mais negras se regem pelas leis da gravidade, e se precipitam dando lugar a dias de sol, também a música nos liga e nos alivia o peso dos dias, mesmo em dias mais difíceis, como aqueles em que vivemos. É um presságio de bonança, e um grito de esperança. Produzido e masterizado no estúdio da editora indie Music Forge, com vídeo gravado e composto em parceria com Where The Stars Shine.

NICO GUEDES – “LET’S TALK”// “Let’s Talk” é a música de estreia de Nico Guedes, no formato Drums & Blues com Michael Lauren como convidado Especial. Fruto do festival Nova Arcada Braga Blues este projecto inicia agora uma viagem independente vestindo a forma de banda com duas baterias. O conceito é mostrar o uso de duas baterias em músicas de inspiração Blues. “Let’s Talk” é o primeiro original deste projecto escrito e cantado pelo próprio Nico Guedes, numa canção que fala da aproximação de duas pessoas através da conversa como forma de entendimento, a escolha de um Shuffle para mostrar este projecto não foi por acaso. Este é um perfeito exemplo importância do ritmo nas definição do género, e recorrendo a uma harmonia fresca, António Mão de Ferro e Carl Minnemann revelam a estrutura de um Blues contemporâneo.

GROGNATION X SAM THE KID – “BODY” // “Body” é o novo single dos GROGNation e conta, novamente, com a batuta (leia-se produção) de Sam The Kid. “Body” faz parte do EP que o quinteto de MCs de Mem Martins e o mestre das rimas compuseram e produziram em conjunto. “Body” junta-se, assim, a “Pescoço”, “Cara”, “Orelhas Quentes” e “Mais 1 X” , 4 dos temas do EP já conhecidos do grande público.

SAINTHIAGO – OUTRO LADO // O single “Outro Lado” é o segundo trabalho em português de sainthiago e mais um avanço do EP que o artista vai lançar ainda este ano. Este tema aborda tempos de dor e incompreensão seguidos pelo tempo de cura, aceitação e celebração da vida e do amor.

GATOR, THE ALLIGATOR – FERAL RUSH // “Mythical Super Bubble” é a novo trabalho dos Gator, The Alligator e tem edição agendada para Setembro de 2020. A nova aventura de Gator traz consigo «um pacto pela sua alma, uma busca por um cósmico santo graal em forma de bolha e todas as rocambolescas voltas de uma utópica vida que é mais que uma ópera rock ou uma visão carroliana sobre riffs que não têm maneira de serem domados.» Abordando o isolamento e os efeitos do mesmo, “Feral Rush” é um convite ao espírito e à resiliência, em uma aposta segura nas forças interiores que habitam o âmago de cada um de nós. “Feral Rush” contou com a realização de Ângela Bismarck e a direcção artística de Sílvia Sanahuja. 

FLÁVIO TORRES – “OLÁ, MEU BEM” // Depois dos álbuns “Canções de Bolso” e “Canalha”, Flávio Torres deposita a sua energia e as vivências dos últimos anos em novas músicas, que farão parte do novo EP “Sinopse” a ser editado muito em breve. Até lá podes ouvir o segundo single “Olá, meu bem” que estará disponível em todas as plataformas digitais. Enquanto ultrapassamos esta situação de Pandemia e de forma a ficar mais próximo do público, Flávio Torres fará concertos de guitarra, voz, loops e caixa de ritmos em Live Stream na sua página de Facebook sempre às Quartas e Sábados pelas 22h.

MOULLINEX – “LUZ”// “Luz” é o novo single gravado inteiramente em Quarentena com um vídeo gravado dentro de um carro e com binóculos. Moullinex já tinha começado a recriar a sua música, com a sua banda, a partir de casa, com “Lockdown”, faltava música nova. Agora, com o artista Bráulio Amado e o director Bruno Ferreira, Moullinex fez um novo vídeo, todo ele filmado respeitando as restrições a que estamos impostos e para o qual fez depois a música “Luz”. “Luz” e o seu vídeo, talvez tenham obedecido ao processo contrário do habitual. Primeiro foi gravado o vídeo e depois feita a sua banda sonora, sempre com a premissa da distância social e não sendo um vídeo sobre o vírus ou a pandemia. Quase uma curta-metragem sobre expressão individual, capaz de superar as restrições de isolamento, em casa. Sobre a arte quebrar as barreiras físicas em que vivemos e poder acontecer mesmo nestas circunstâncias. Gravado no início de Abril, apenas com um iPhone e uns binóculos, o vídeo foi inteiramente filmado dentro de um carro e captura performances de pessoas que vivem em isolamento social dentro das suas janelas, varandas ou telhados. A banda sonora para este filme foi depois gravada e composta por Moullinex no seu estúdio caseiro, tendo sido adicionadas vozes de Guilherme Tomé Ribeiro A.K.A. GPU Panic.

HMB – “MELODRAMÁTICO”// Quando começaram a construir “Melodramático”, os HMB estavam concentrados em contar uma história de extremos, inspirada nas suas vivências emocionais, enquanto indivíduos e enquanto banda. “Melodramático”, o quarto disco dos HMB, nasce da necessidade extrema de arriscar. Histórias clássicas na genesis das canções que encontraram tradução num som contemporâneo.

O alinhamento das canções do disco transporta-nos da noite para o dia. Começa na dúvida e no breu e termina na celebração da vida, na festa, na partilha contagiante do momento que sempre marcou a música dos HMB, uma viagem entre extremos rica em grandes canções e convidados de luxo como Dino D’Santiago, Papillon e Inês Castel-Branco.

PERSONA 77 – “ODISSEIA”// Os Persona 77, banda de rock alternativo do Montijo, vão lançar a 12 de Maio “Primitivo”, o seu primeiro EP acústico. Separados fisicamente durante a quarentena, o EP foi gravado por inteiro através da troca de gravações online entre os membros da banda, sendo produzido e misturado pelos próprios. A banda lançou, anteriormente, três singles (“A Solução”, “O Feiticeiro” e “robotika”), tendo concluído, no ano passado, “A Solução Tour”, com passagens por várias cidades portuguesas e mesmo pelo Festival Liberdade.  O primeiro single do EP, “Odisseia”, já foi lançado com vídeo e podes ouvir no player em baixo. Está também presente no seu bandcamp, para download gratuito ou pelo valor monetário que os ouvintes lhe quiserem dar.

CÉSAR CARDOSO – DICE OF TENORS// Dice of Tenors” resulta da intenção do seu mentor, César Cardoso, de procurar novas abordagens, caminhos e ideias de composição e arranjo, através de uma formação alargada. Esta formação é constituída por 8 elementos, distribuídos por sopros – saxofone tenor, saxofone alto, trompete e trombone – e secção rítmica – vibrafone, piano, contrabaixo e bateria. Tendo já outros projectos com formações em Quarteto e Quinteto e tendo escrito muitos arranjos para Big Band, a ideia desta formação surgiu por ser diferente do que tem feito e sobretudo para lançar a si mesmo o desafio de construir um disco com uma identidade própria mas com inovação e frescura na abordagem dos temas. Para este disco, César Cardoso escolheu 8 temas, 6 dos quais são Standards do Jazz celebrizados por alguns dos maiores saxofonistas tenores – Hank Mobley, Benny Golson, John Coltrane, Dexter Gordon, Sonny Rollins e Joe Hendersone –, e compôs ainda 2 temas a completar o disco. No percurso de César Cardoso encontram-se 3 álbuns, todos com música original – “Half Step” (2010), “Bottom Shelf” (2015) e “Interchange” (2018) –, mais de 100 arranjos para Orquestras e Big Bands – escritos sobretudo para a Orquestra Jazz de Leiria e para a Orquestra Jazz do Hot Clube de Portugal – e ainda 2 livros sobre a teoria no Jazz – Teoria do Jazz (2016) e Teoria do Jazz – Exercícios (2018).

PEDRO JÓIA – “VEJAM BEM” // Esta é a homenagem de Pedro Jóia a Zeca Afonso. Nas palavras de jóia: «Esta é uma leitura muito pessoal de uma das canções mais emblemáticas do Zeca – “Vejam bem”. Como em todo este disco as palavras estão ausentes, mas a força das melodias fala por si. Apresento nesta minha interpretação a melodia principal e uma variação da mesma devidamente ornamentadas com a minha linguagem guitarrística, numa liberdade artística que o próprio Zeca nos deu a todos nós tornando a sua música num dos maiores patrimónios colectivos.»

BENJAMIM – “VIAS DE EXTINÇÃO”//  Benjamim apresenta o single de avanço que dá também nome ao novo álbum. “Vias de Extinção” é o sucessor dos aclamados “Auto Rádio” e “1986” (em parceria com Barnaby Keen), ambos lançados através da Pataca Discos, que agora se associa à Sony Music. O escritor de canções colocou a guitarra num canto, fez as pazes com o instrumento de sempre, o piano, e com a sua velha paixão – o velho e pouco fiável sintetizador Roland Jupiter 6. Benjamim, que também é produtor, ligou a caixa de ritmos ao gravador de cassetes e partiu para a maior aventura sónica da sua discografia, da qual este tema é só mesmo a introdução. Escrito entre o fim da noite e o início do dia, é também o seu registo mais cru e directo, no que toca às letras e respectivas dores de crescimento. “Vias de Extinção” reveste-se de um carácter mais pessoal que os restantes do seu percurso que inclui os singles “Terra Firme” ou “Dança Com Os Tubarões”. Escrito algures no Verão de 2018, tendo sido apresentado ao vivo em alguns concertos, começou a ser desenhado e registado no seu estúdio, o Submarino, e acabado de gravar com a sua banda nos lendários Estúdios Namouche, no início do mês de Março. “Vias de Extinção” pode assumir actualmente um significado distinto do tom confessional que o caracterizava na origem: Eu não esqueço que o apego é melhor que a solidão, como se estas palavras se transformassem num relato do que estamos a viver neste momento em todo o mundo, numa mensagem que é intemporal. O vídeo foi realizado pelo músico, a partir de imagens do seu próprio arquivo do telefone, com alguns contributos feitos de propósito pela fotógrafa Vera Marmelo e outros emprestados por amigos fechados em quarentena.

TRÊS TRISTES TIGRES – “LÍNGUA FRANCA” // Este é o terceiro single do novo álbum de Três Tristes Tigres. Com música de Alexandre Soares e Ana Deus, e letra de Regina Guimarães, tem como convidada Angélica Salvi, na harpa. Sucessor de “Galanteio” e “À Tona”, os primeiros singles retirados de “Mínima Luz”, “Língua Franca” fala de um tempo desejado, talvez passado, talvez futuro, em que o entendimento entre espécies e elementos é natural. Todos filhos da mesma criação: pedras, fogo, ventos, águas e suas criaturas. Com o lançamento agendado para 1 de Maio, “Mínima Luz” está, a partir de hoje, disponível em pré-venda através do mail correiodostigres@gmail.com. No final de Maio estará disponível o vinil.

JOÃO SÓ – “FICAMOS CÁ DENTRO”// “Ficamos cá dentro” é um tema que remete para a necessidade de aproveitarmos a vida mesmo durante a tempestade, sem perdermos a certeza de que melhores dias virão. Composto semanas antes deste momento de recolhimento forçado que enfrentamos, ganha agora um novo significado e prova-nos que, mesmo impedidos de estarmos juntos fisicamente, conseguimos estar em contacto com os mais próximos. O videoclip que acompanha a canção demonstra precisamente isso: feito em colaboração virtual com a sua própria família, aquele que é reconhecido como um dos grandes escritores de canções português, abre-nos uma porta para a sua casa e acima de tudo traz-nos palavras de esperança – hoje ficamos cá dentro e amanhã é outro dia.

MR. MARLEY – “ENTRE NÓS” // Depois dos vários projectos de que fez parte, Mr. Marley (SUPA SQUAD) estreia-se agora com o seu primeiro single a solo, “Entre Nós”, um afro-dancehall melódico que revela um lado mais reservado do cantor e produtor. A faixa, escrita e produzida pelo próprio, é um desabafo sobre o momento íntimo entre duas pessoas, totalmente desconhecido de terceiros. Já o vídeo reflecte, na sua simplicidade, o estado actual do país que, durante a quarentena, foi gravado em casa de forma despretensiosa e espontânea. Enquanto artista, Mr. Marley pretende explorar temas e musicalidades que revelam, sob outra perspectiva, a sua personalidade, algo que, com a sonoridade própria da sua banda, Supa Squad, não era possível. Mr. Marley é também o primeiro artista com o carimbo da Supa Squad Music, a nova editora que partilha com o seu primo, Zacky Man, e que pretende editar novos talentos no panorama musical português.

SKITTO – “KEYS”// A mais recente promessa da música urbana, SKITTO, apresentou-se ao mundo com “KEYS”. O tema é uma “egotrip” mas também um “statement” de alguém que, com a arrogância própria da idade, acredita que não existem limites quando se pretende alcançar um objectivo e cujo único compromisso é, e será sempre, para com a música. O processo criativo de SKITTO é partilhado em colaboração com Rubik e tem-se mostrado bastante produtivo, estando já mais alguns temas na calha. A vida intermitente entre Portugal e o Reino Unido (onde viveu alguns anos e frequentou um curso de música), vincou a personalidade inquieta de alguém que assume, sem pudor, ter encontrado na música um propósito na vida, uma paixão, e essa viagem começa agora.

MANCINES – “II”// “Is This a Go?” é o single que dá a conhecer o novo disco da banda de Raquel Ralha e Toni Fortuna. Os irrequietos talentos de Raquel Ralha (Wraygunn, Belle Chase Hotel, Azembla’s Quartet, The Twist Connection) e Toni Fortuna (d3ö, Tédio Boys, M’as Foice) continuam a ser dos que fazem de Coimbra um dos solos musicais mais fertéis. Quando a eles se juntam Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Azembla’s Quartet) e Gonçalo Rui (produtor musical e guitarrista), a proposta não é mais que uma viagem cinemática sedutora a que dão o nome de MANCINES (ler à italiana). Os 11 temas de “II” que serão editados via Lux Records, contam com músicas de Pedro Renato e letras de Raquel Ralha e Toni Fortuna, a que se juntam as dos amigos JP Simões ou Samuel Úria (este último no tema “O Poço” que marca também a estreia da banda a arriscar a língua portuguesa). Mas há ainda o revisitar do compositor Nino Rota e até aos Heróis do Mar, com uma versão surpreendente de “Fado”.

NU – “DIFERENTES FORMAS DA MESMA AREIA MORTA”// NU é uma banda de rock de Santo Tirso que funde na sua música elementos multidisciplinares como literatura, video, e performance. Gravado numa sessão em formato live e dividido em 3 faixas, podes ver e ouvir o álbum “Diferentes Formas da Mesma Areia Morta”, no player em baixo.

MIKE 11 – “QUEM DIRIA”// Depois de no final do ano passado ter apresentado o novo tema “Lisboa”, Mike 11 entrou em 2020 a colaborar com os D.A.M.A em “Oh No” e apresenta agora o seu novo single “Quem Diria”, que já está disponível em todas as plataformas digitais.
“Quem Diria” é Mike 11 no registo que mais gosta, o RnB e o Hip Hop soam sempre bem por baixo da guitarra portuguesa que o jovem manipula como ninguém. Com letra e música do próprio, a música conta a primeira história de amor vivida por Mike 11 depois da sua longa estadia em Los Angeles. O resultado final é uma sonoridade única que cruza as sonoridades urbanas com a magia da guitarra portuguesa.

JANEIRO – “COM TEMPO, SEM TEMPO”// Janeiro, decidiu surpreender os fãs e disponibilizou em todas as plataformas digitais o Lado B do seu segundo disco de originais “Com Tempo, Sem Tempo”. O cantor e compositor português optou pelo lançamento inverso do disco e apresenta em primeiro lugar a segunda face, “Sem Tempo”, que conta com a participação de vários artistas de peso, portugueses e brasileiros. Tiago Nacarato, Salvador Sobral, João Hasselberg, Tó Brandileone, Carolina Deslandes, Miguel Pité, Paulo Novaes, Swilaw, Beatriz Novaes e nāga, são os nomes que o acompanham nesta viagem. O segundo trabalho de originais de Janeiro é um disco que se divide em dois lados, o lado da sedução – COM TEMPO – e o lado da compressão – SEM TEMPO. Composto por 13 faixas, “Sem Tempo” absorve as inspirações que Janeiro foi angariando ao longo dos últimos anos, com uma extraordinária e forte relação transatlântica, como se pode perceber em alguns dos temas. O lançamento do Lado A ainda não tem data prevista, visto que será gravado de uma forma muito especial. Janeiro promete que está pronto a entrar em estúdio para gravar as 13 faixas de seguida, sem paragens, sendo que o próprio garante, que só entrará em estúdio quando tiver a certeza que é o dia certo para gravar uma hora de música sem parar.

SOFIA PIRES – “O MAR”// Este é o novo e primeiro single a solo da cantora e multi instrumentista Sofia Pires. Do projecto em si, o possível a adiantar, é que este, «será o espaço ideal, para Sofia Pires dar vida e voz, a vários estilos musicais, dentro da uma aura sobejamente conhecida, para quem já ouviu a sua voz noutras participações.» O single agora lançado, remonta-nos para a época dos descobrimentos, onde um punhado de homens em nome de uma nação desbravou mares até então desconhecidos alcançando assim novas rotas comerciais, assim como um novo mundo. Sofia Pires é conhecida por ter participado, em várias músicas, no mais recente álbum dos Urban Tales (“REBORN”), assim como tendo sido um dos contrabaixistas no mais recente projecto do músico José Peixoto (Madredeus). A música foi escrita e produzida por Marcos César, sendo que a distribuição está a cargo da MR Diffusion.

ANDRÉ TENTUGAL e EURICO AMORIM – “CHANGES” // Quatro anos depois do último encontro em palco (como WE TRUST no Festival Paredes de Coura), André Tentugal e Eurico Amorim reencontram-se digitalmente – dadas as circunstâncias actuais – para compor e produzir o tema “Changes”, a partir de um sample com a voz de David Bowie e integrando-o num ambiente mais electrónico. «O momento pareceu-nos certo. Talvez estejamos a passar pela maior mudança da nossa vida, e, ainda que nos tenha sido imposto, deve ser vista como uma oportunidade para nos reinventarmos e criarmos uma versão melhor de nós mesmos, com uma existência mais sustentável, mais equilibrada e mais justa para com o planeta e todos os humanos», explicam. O vídeo de “Changes” foi feito em casa, a partir de imagens de arquivo disponíveis on-line. Ou seja, também ele um símbolo de como o confinamento não tem de significar limitação criativa.

WE BLESS THIS MESS – “A NEW EARTH”// A par de vídeos em live stream na sua página de Instagram e da atitude a que sempre nos habituou, coberta de boas energias, formalizou em imagem uma das suas músicas do EP acústico “Unburden”. A música chama-se “A New Earth”. Nas palavras de Nelson: «Quando esta situação começou, o meu grande amigo e director de vídeo Fábio Mota, que anteriormente trabalhou com We Bless This Mess no vídeo da música “Joy”, disse-me que estava a trabalhar em algo e que me iria mostrar num determinado momento. A parte é engraçada é que quando ele me enviou aquilo em que estava a trabalhar, era este vídeo maravilhoso! Não posso estar mais agradecido por todo o trabalho que tu e a tua equipa fizeram. Foi uma surpresa maravilhosa! Obrigado! Obrigado!»

SYRO – ACORDAR // Depois de “Perto de Mim”, SYRO traz-nos “Acordar”. Esta é uma canção onde o artista se prende entre a ingenuidade e fantasia que existe na maneira de uma criança ver o mundo VS a realidade de alguém que cresce para ver o mundo com outros olhos. Apesar de se tratar de uma reflexão profunda e introspetiva, “Acordar” aparece em tons de receita inspiracional num período em que o mundo inteiro pára e se refugia no seu “castelo” seguro dos males exteriores.

 MAUDITO – DÁ-ME ESPAÇO// Oriundo do Porto, Maudito – ou Weis até 31 de Dezembro de 2019 – começou a brincar com palavras por volta de 2009.
Em 2014 lançou a primeira mixtape “Preso a Ideias Soltas” e logo a seguir, em 2015, o single “Spread Weis Not Aids”. Nos anos seguintes lançou diferentes singles soltos e ainda uma compilação de sons perdidos chamada “Palavras Atropeladas”. Já em 2016 juntou-se ao seu produtor e também rapper – Virus – e juntos lançaram o EP “Agora ou Nunca”. Depois deste projecto Weis lançou vários singles soltos como “Isso Era Tudo Escusado”, “Leva-me Para Longe”, “Um Nome Confuso” e, no início de 2020, alterou o seu nome para Maudito e anunciou um EP com o produtor Beiro através do single “Dá-me Espaço” com a participação de João Não. “Dá-me Espaço” é nome do primeiro single assinado por Maudito ou – ainda para alguns – Weis, e antecipa um EP colaborativo com o produtor Beiro, membro e fundador de The Crawlers, a ser lançado em 2020.

BISPO – “S2”// “S2”, novo single de Bispo, nasceu na altura em que o rapper estava a gravar o seu novo álbum “Mais Antigo”, mas foi uma das músicas deixadas na gaveta na hora de escolher os 13 temas que dão forma ao disco. Um mês depois, no dia do seu aniversário, o rapper de Mem Martins, partilhou um pouco dessa música nas suas redes sociais e a pedido do seu público, decidiu partilhá-la com o mundo.

LIANA – “VELHA MÃE” // É o mais recente single de Liana que tem dedicado muito do seu trabalho artístico e académico ao envelhecimento. Neste tempo de pandemia, Liana pediu nas suas redes sociais que lhe fossem enviados vídeos de avós e netos, pais e filhos, durante o isolamento. E é assim, simples e real, que surge este novo videoclipe, retratando um tempo único da nossa História. “Velha Mãe” é o novo single do álbum “Mãe”, a editar a 3 de Maio de 2020. Gravado em 2019, Liana fala-nos do mundo que agora está em pausa. Em temas como a Educação, a Cidadania, a Inclusão ou o Planeta, leva-nos a reflectir sobre os nossos modos de vida.

MIDNIGHT AMBASSADOR – “MIRROR” // Depois de em Outubro de 2019 ter lançado All My Love, um single que foi muito bem recebido por parte do público e da crítica nacional, Mirroré o mais recente capítulo da história que será Fragile Igloo. Em Mirror, embora sejam notórias as influências de sempre, que vão desde o hip-hop ao R&B, Midnight Ambassador apresenta-se com uma sonoridade que ainda assim consegue ser inovadora dentro daquilo a que nos habituou. Mirror marca o regresso do músico e produtor bejense na sua tentativa de se afirmar no panorama musical português.

FJORDS – “FJORDS”// Nascidos nos vales da região centro de Portugal (mais precisamente na área de Coimbra), nutrindo um amor pela música psicadélica, pesada e experimental, os Fjords apresentam-se como um trovão gélido capaz de cortar montanhas! Com experiências individuais, passando pelas artes cénicas até às musicais, André Figueiredo (Bateria) e Rafael Borges (baixo) pavimentaram cada um o seu caminho artístico até ao ponto de colisão, onde o iceberg de conhecimento que dividia as suas áreas se derreteu, abrindo assim uma nascente onde se misturam musicalidades, inspirações e visuais! No player em baixo podes ouvir o EP de estreia.

DAVID FONSECA – “YOU FEEL LIKE HOME”// “You Feel Like Home” é um tema escrito por David Fonseca no período de quarentena que atravessamos. Gravada e produzida em casa, a canção é cantada a meias com uma estreante nestas lides, a actriz e apresentadora Ana Sofia Martins. O vídeo, feito no chão da casa com a ajuda de um jogo de tabuleiro de forma original, ajuda a contar a história da canção e dos seus intervenientes.

CONTRA FACTOS – “HIP-POP”// Contra Factos é uma banda oriunda de Cascais e surge em 2020 constituída por 3 elementos. Mc Brutal vindo do grupo “Ordem Nula”, Mc Kastiço dos “3º Direito e DMK” e Dj Sinistro de “Punhos D’Aço”, unem forças e criam esta nova krew com a intenção de fazer renascer o Underground ao enaltecer as 4 vertentes do Hip Hop. Expressando-se num estilo sentimental, directo e frio onde a mensagem é factor predominante e sempre com muito scratch à mistura.

TRAÇO – “FEBRE”// “Febre” é o segundo single de estúdio dos TRAÇO. Este tema traz duas mensagens: a da realidade e a da esperança. «A realidade de termos que aguentar e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar a propagação. A esperança de que, após ultrapassarmos esta fase, perceberemos que afinal não terá sido assim tão mau. Acreditamos que as noções de comunidade e humanidade sejam alteradas para melhor. Daremos muito mais valor a algo que tantas vezes consideramos banal e garantido: o toque.» A banda contactou o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho para colaborar no vídeo que podes ver em baixo. Captado, produzido e editado totalmente pela banda, é o trabalho que mais orgulho traz a estes quatro músicos portuenses.  

GOHU – “VAI FICAR FIXE”// Heterónimo artístico do publicitário Hugo Veiga, gohu é hugo às avessas. Uma apresentação como compositor e cantor, com produção musical do brasileiro Emerson Martins da Bamba Music. O álbum só virá em 2021, mas até lá, gohu promete lançar uma música a cada 40 dias. A primeira, chama-se “Vai Ficar Fixe” e é uma música enérgica, carregada de positivismo e superação, em tempos de ansiedade e pessimismo. «O momento é grave, com um vírus desconhecido que ameaça profundamente a saúde, sociedade e economia. É vital seguir todos os cuidados para que o vírus não entre no nosso corpo, mas é igualmente fundamental não deixar que este contamine a nossa mente. Deixarmo-nos contagiar pela melancolia, não cura, não resolve e é dar ao vírus um gostinho de vitória. Este é o momento de nos mantermos fortes e confiantes como nação. Em breve poderemos voltar à nossa rotina e precisamos de nosso espírito intacto, como reforça a última frase da música: “Está escrito na história desta nação: podem até invadir, mas ninguém possui.» Gohu teve que alterar a letra da música para que esta fizesse sentido no momento atual. Originalmente, a música chamava-se “Ta Tudo Fixe” e representava um Portugal que precisará agora de um largo período para voltar a existir. Como já tinha gravado o videoclip, mudou o que estava ao seu alcance de fazer: Regravou a letra. “Vai Ficar Fixe” é assim a primeira música spin off de uma música que ninguém conheceu. Algo que só faz sentido num mundo virado ao contrário.

SLOW J“BEM VINDO A CASA.”// No contexto atual que vivemos, Slow J abraçou a necessidade de isolamento social como tempo e espaço para se reencontrar e reinventar. Desta reflexão interior, motivada pelo confinamento, surgiu “bem vindo a casa.”, uma música cuja letra expressa para o autor – «o que de dentro de mim vem» – como se pode ouvir no refrão. Nas palavras do próprio, «é em casa que eu volto à base, que me dou tempo, que me encontro comigo e me reinvento”».
No fundo, nada como uma pessoa se sentir em casa, segura e com espaço para reflectir.

MARTA CARVALHO – “LUGAR” // “Lugar” conta com letra de Marta Carvalho e música da própria artista em parceria com João Repolho, que ainda toca guitarra. A produção também ficou a cargo de Marta Carvalho, sendo que o tema foi composto e gravado na Great Dane Studios. Este novo tema sucede-se aos singles em nome próprio “Chama” e “Deslizes”, e ainda à canção “Medo de Sentir”, da sua autoria e que venceu este ano o Festival da Canção, com a interpretação de Elisa, canções que provam como Marta Carvalho é hoje um dos talentos mais revigorantes do pop/r&b cantado em português.

SOGRANORA – “ALTIVEZ E CASTIGO”// Cerca de um ano depois do lançamento do seu primeiro single, “Semilisboeta”, os Sogranora regressam com um EP concebido e elaborado totalmente a partir do conforto das suas casas. O Ricardo, o Tomás e o Vasco estavam em estúdio a trabalhar naquele que seria o primeiro EP da banda, mas o confinamento obrigou a uma adaptação do método de trabalho. Com a interrupção das gravações em curso, decidiram dar início a um novo projecto: um outro EP, de três músicas, gravado a partir da casa de cada um, com pouco mais do que um microfone e os respectivos instrumentos. O novo EP “Altivez e Castigo” é descrito pela banda como «uma viagem de dezasseis minutos pelo deserto isolado», como a capa assim o ilustra.

JOÃO VAIRINHOS – VALA COMUM // João Vairinhos, um dos membros fundadores de LÖBO e músico ao vivo de projectos como MURAIS, Ricardo Remédio ou Wildnorthe, disponibilizou “Vala Comum”, o single de avanço do seu primeiro EP a solo. A realização do videoclip do tema ficou a cargo de Mariana Vilhena, artista visual que, entre outros projectos, acompanha Kara Konchar nas suas performances ao vivo. A narrativa visual criada por Mariana Vilhena, assente da sobreposição de imagens a preto e branco com um forte sentido rítmico, estabelece um elo de ligação entre os ambientes densos e negros que caracterizam a sonoridade de “Vala Comum” e uma componente cinematográfica, presente de forma mais vincada na segunda metade do tema. A versão digital do EP “Vénia” será disponibilizada no dia 29 de Abril em todas as plataformas digitais. O disco foi misturado e masterizado por Pedro Barceló, e conta com a participação de Sérgio Prata Almeida (Don’t Disturb My Circles) e Ricardo Remédio (LÖBO, RA) em dois temas.

PLEDGE – “WRONG PLANET SYNDROME” // “Haunted Visions” é o álbum de estreia da banda do Porto que foi gravado, misturado e masterizado por André Gonçalves no Adrift Studio em Viana do Castelo. Será editado em breve. Para já, podes ouvir “Wrong Planet Syndrome”, o primeiro single do sucessor do EP “Resilience”.

CARLOS A. CORREIA – “SÍNCOPE”// Carlos A. Correia é um criador que se dedica à exploração das fronteiras da voz humana. Os objectos poéticos que propõe, embora centrados na voz humana, desdobram-se em diversas formas, desde a composição tradicional, a poesia experimental, o spoken word ou o audiovisual. Síncope pretende capturar o retrato de uma época. Parte da alegoria do Homem que corre vertiginosamente e que de repente, cai. Que luta pela sobrevivência mas perde as forças, desmaia. Nesse limbo, entre a existência e o fim (ou reinício), deambula pelos fragmentos que ocupam a sua (in)consciência. Podes ouvir o álbum “Síncope” no player em baixo.

GONÇALO BILÉ – “SEM PALAVRAS”// «A saudade, os relacionamentos entre as pessoas, e a procura de gestos mais simples e sinceros» segundo Gonçalo Bilé, estão entre as inspirações de “Sem Palavras”, o seu novo single. A canção, que o artista considera fazer especial sentido em tempos de confinamento, é o segundo tema de avanço para o seu próximo álbum, a editar este ano (depois de “Contigo”, single de apresentação lançado em 2019). O vídeo é de autoria do próprio, e feito durante estas várias quarentenas, «basicamente com o que tinha à mão». O Blues é a sua raiz e permite-lhe voar pelo Pop, Rock, Folk ou Reggae. As suas músicas resultam num conjunto de canções despreocupadas, tal como ele se descreve.

TIAGO BETTENCOURT – “DANÇA” // Enquanto esperamos por “2019 Rumo ao Eclipse”, o novo álbum de Tiago Bettencourt, podes acompanhar o artista no seu Instagram em direto no “Tiago na Toca” todas as segundas-feiras pelas 22h00. Aqui poderás ver e ouvir o artista a interpretar 3 temas seus, 3 covers de um artista por si escolhido, e um tema do disco “Tiago na Toca”.
“Dança” é um hino à era do vazio, à corrida desenfreada pela fama prematura e ao desespero por mantê-la a todo o custo. Um hino também à falta de força ou vontade de parar de bater palmas ao ritmo desconcertante deste velho e admirável mundo, tudo isto, embrulhado num dançável e luminoso refrão que talvez soe bem familiar… mas isso em 2019 já não interessa nada. Dancemos então, em 2020 com certeza que tudo vai mudar.