Álbuns Internacionais Mais Aguardados em 2021

Álbuns Internacionais Mais Aguardados em 2021

Redacção

A melhor música de 2020 já foi minuciosamente examinada, agora é tempo de olhar para o futuro, é tempo de olhar para alguns dos álbuns internacionais mais aguardados de 2021.

Apesar de vivermos tempos, no mínimo, estranhos, um novo ano costuma trazer sempre um renovado sentido de esperança e a indústria musical não foge a esse lugar-comum. Mesmo sem a previsão de um regresso a um certo grau de normalidade no horizonte, muitos artistas estão a preparar-se para lançar álbuns há muito adiados.

Também não seria mau se surgissem tantos álbuns de surpresa como sucedeu em 2020. Talvez com rendimentos de digressão congelados os músicos tenham antecipado as edições. De qualquer forma seria melhor que e, no que se pode chamar de previsão optimista, talvez, apenas talvez, conseguíssemos realmente ver algumas destas canções serem executadas ao vivo lá para o final deste ano.

Conversas à parte, aqui estão alguns dos discos que podemos esperar nos próximos meses.

Arcade Fire, TBA | A cada novo disco dos canadianos, há sempre uma espécie de onda de euforia. Ainda mais agora, que estão em silêncio desde “Everything Now”, de 2017, hiato aproveitado para se dedicarem a projectos pessoais paralelos. Não há data anunciada, mas o frenesim pela espera já é substancial. Os Arcade Fire tocaram o seu novo single “Generation A” num programa especial sobre as eleições presidenciais americanas. Importante referir que é possível esperar um novo álbum da banda, uma vez que o frontman Win Butler já afirmou que, durante o confinamento, escreveu «dois ou três» álbuns dos Arcade Fire.

Baroness | Chega no Outono o sucessor de “Gold & Grey” (2019), aquele que foi o primeiro disco do grupo com a guitarrista Gina Gleason e com o qual a banda completou um monumental ciclo de cinco álbuns em 14 anos, incluindo um LP duplo, “Yellow & Green”, de 2012. E agora, o que virá aí? É uma pergunta tentadora para um grupo que já desafiou muitas vezes expectativas e géneros. Será sludge? Prog? Metal? Rock? Aguardemos.

Darkside, “Spiral” | Passam já mais de seis anos do último concerto, mas Nicolás Jaar e Dave Harrington estão de regresso. O primeiro single, “Liberty Bell” pega nas coisas que foram deixadas em “Physic”, o mesmo dizer que numa fusão de música electrónica e rock. Guitarra flamenco, atmosfera densa e um som pesado. Mal podemos esperar pela Primavera, altura em que, sem data confirmada, chegará o disco.

Drake, “Certified Lover Boy” | Drake anunciou o lançamento para Janeiro de 2021 com a partilha, em Agosto passado, de “Laugh Now Cry Later”. Seguiu-se um trailer tipicamente solene e de alto orçamento que sugere «um álbum de construção de legado e de elaboração de mitos».

Everytime I Die, TBA | “A Colossal Wreck” e “Desperate Pleasures” foram produzidas e misturadas por Will Putney (Body Count, Kublai Khan, The Ghost Inside) e o frontman Keith Buckley diz que as canções são «duas faces da mesma moeda reaccionária». A banda diz que o novo álbum está prontíssimo e apenas espera momento oportuno para o editar, leia-se possibilidade de voltar às digressões. Se o panorama pandémico aliviar, talvez digressões sejam uma realidade em 2022 e assim o álbum poderá sair este ano.

EYEHATEGOD, “A History Of Nomadic Behavior” | Os EYEHATEGOD anunciaram o lançamento de um muito aguardado longa-duração na Primavera de 2021. O primeiro álbum do grupo em sete anos chama-se “A History Of Nomadic Behavior” e sucede ao aclamado trabalho homónimo de 2014. «Os EYEHATEGOD têm o prazer de anunciar que assinaram um contrato de licenciamento com a Century Media Records nos Estados Unidos e na Europa», dizem os músicos liderados por Mike Williams em comunicado. «Congratulamo-nos com as novas mudanças que vêm com o novo ano que se aproxima, e queremos que esta união beneficie todos os envolvidos , especialmente os nossos fãs em todo o mundo!».

Foo Fighters – “Medicine At Midnight” | A banda de Dave Grohl e companhia anunciou o novo disco para 5 de Fevereiro e estreou o primeiro single, “Shame Shame“, no Saturday Night Live no fim-de-semana após o dia das eleições norte-americanas. O segundo vislumbre, “No Son Of Mine”, foi lançado em pleno Ano Novo. Grohl já afirmou que o álbum está «cheio de canções de rock hilariantes, enormes e cantadas», e comparou-o a “Let’s Dance”, de David Bowie. É esperar para ouvir.

Ghost, TBA | «Esperamos que o lançamento do álbum coincida com o início de uma digressão», anunciou o líder da banda sueca. Os fãs aguardam ansiosamente desde 2018 e, entretanto, as esperanças aumentaram quando numa entrevista recente o frontman dos Ghost Tobias Forge sugeriu que o novo álbum da banda chegaria este Inverno. Infelizmente, essa linha temporal era demasiado boa para ser verdade, como Forge esclareceu numa nova entrevista. E dado que o novo álbum ainda está a ser escrito, pouco ou nada se sabe sobre o seu conteúdo musical. No ano passado, Forge comparou-o ao “Black Album” dos Metallica, embora falasse mais simbolicamente do que literalmente. «Quando procuro influência nos Metallica, estou a olhar para o que eles fizeram em 1988», disse Forge na altura, sublinhando a necessidade de fazer um «disco responsável», concluindo: «Estamos no nosso quarto álbum, tal como eles estavam na “Damaged Justice Tour”, por isso a próxima paragem é o “Black Album”». Afinal, os Ghost vão gravar o novo LP este Inverno, com planos para o terminar na Primavera e lançá-lo no Outono de 2021.

Jerry Cantrell, TBA | O cantor-guitarrista-compositor dos Alice in Chains não lança um álbum a solo desde “Degradation Trip”, de 2002, mas, nos últimos dois anos, tem vindo a tornar-se cada vez mais activo fora da sua banda. Em 2017, contribuiu com “A Job to Do” para John Wick: Chapter 2 e, em 2018, lançou o tema a solo “Setting Sun”. Depois, em finais de 2019, tocou em dois espectáculos esgotados em L.A. em nome próprio. Em Março do ano passado, Cantrell entrou finalmente em estúdio para começar a gravar o terceiro álbum a solo, que chegará, espera-se, este ano aos escaparates.

Kendrick Lamar, TBA | Kendrick Lamar foi o curador da banda sonora do blockbuster do MCU, “Black Panther”. Desde aí, com várias datas arruinadas devido à pandemia, tem estado bastante silencioso. Em Outubro passado surgiu ao lado de Busta Rhymes, no single “Look Over Your Shoulder”. Há muitos rumores de que poderá editar em breve. Mas também se esperava isso no final do ano passado, altura em que, durante uma entrevista, o rapper explicou o porquê de demorar tanto tempo a lançar álbuns. A perfeição conceptual e sonora são o maior motivo.

Lana Del Rey, “Chemtrails Over The Country Club” | Lana Del Rey já partilhou a faixa-título do seu novo álbum, “Chemtrails Over The Country Club” foi  produzido por Jack Antonoff e mostra mais um pouco daquilo que se pode esperar do novo disco de Lana Del Rey, depois de já se conhecer “Let Me Love You Like a Woman”. Depois do adiamento do disco, que estava inicialmente planeado para Setembro de 2020, este sétimo álbum de estúdio de Lana Del Rey parece que vai mesmo ver a luz do dia em Março.

Liquid tension Experiment, “3” | A reunião de Portnoy com Petrucci, no novo álbum do guitarrista, deixava antever esta possibilidade. Estava muita gente a torcer por isso e felizmente as melhores expectativas foram confirmadas. Mike Portnoy (Transatlantic, Sons of Apollo), Tony Levin (King Crimson, Peter Gabriel), John Petrucci e Jordan Rudess , ambos dos Dream Theater, assinaram contrato discográfico com a InsideOutMusic e vão editar o seu terceiro álbum. O disco já tem data oficial de lançamento, no dia 26 de Março de 2021.

Lorde, TBA | Jack Antonoff, além de Lana del rey, está também a trabalhar com Lorde. A neo-zelandesa já admitira em 2019 que, depois de ter passado uma temporada a aprender a tocar piano, tinha o terceiro álbum no forno. Está na altura, afinal “Melodroma”, o seu segundo álbum, já vai cumprir o seu 4º aniversário este ano.

Melvins, “Working With God” | Há poucas bandas tão intensas na sua dinâmica laboral como os Melvins. Os homens não páram! E os álbuns raramente desiludem. Muito recentemente, Buzz Osborne editou um excelente álbum a solo, mas já tratou de reunir o lineup de ’83 da banda, juntando o baterista Dale crover (que tem estado nos Melvins desde aí) com o baterista original, Mike Dillard, para mais um álbum dos Melvins. “Working With God” chega em 2021.

Mogway, “As The Love Continues” | “As The Love Continues” será editado a 19 de Fevereiro de 2021 através da Rock Action Records, e está disponível para pré-venda em vários formatos desde a versão física ao formato digital, bem como numa caixa de edição especial, que inclui o CD e um colorido LP duplo, para além de um vinil com demos ao vivo e um photo book. Foi gravado no início deste ano com o produtor Dave Fridmann e traz contribuições de Atticus Ross em “Midnight Flit” e Colin Stetson em “Pat Stains”. “As The Love Continues” chega 25 anos após o lançamento do single de estreia da banda, “Tuner’ / ’Lower”.

Nick Cave & The Bad Seeds, “Carnage” | Escrevendo no seu website The Red Hand Files, Cave confirmou que tem estado em estúdio com o colaborador regular e colega de banda nos Bad Seeds, Warren Ellis, para compor o sucessor do aclamado “Ghosteen”, de 2019. “Carnage” será o 18º álbum de estúdio de Nick Cave & The Bad Seeds e ainda não tem data de edição prevista. Espera-se que chegue ainda este ano. Podes ler aqui as afirmações de Cave.

Queens Of The Stone Age, TBA | Alison Mosshart dos Kills durante uma entrevista ao NME, deixou escapar que, ao falar de Dead Weather, o projecto está parado porque Jack White está em Nashville e Dean Fertita encontra-se a gravar um novo álbum com os QOTSA. O que só pode augurar algo de bom. Para já é apenas a única pista.

Rihanna, TBA | A última coisa que se ouviu de Rihanna foi a colaboração com PARTYNEXTDOOR, isto após anos sem uma única nota nova na sua discografia desde “ANTI” (2016). Neste tempo tem andado focada nas suas marcas de lingerie (ela própria se empenhou em posar “vestida” com vários modelos) e produtos cosméticos. Em 2018 chegou a referir que estava a trabalhar num disco com um flow reggae e que este chegaria em… 2019. Está mais que na altura, miúda.

Royal Blood, “Typhoons” | Depois de partilharem, em Setembro, “Trouble’s Coming”, os Royal Blood anunciaram recentemente a chegada do seu terceiro álbum, “Typhoons”, em Abril. Quatro anos depois de “How Did We Get So Dark?”, a dupla Brighton continua a entregar o seu garage rock, mas agora a piscar o olho aos clubes e pistas de dança. «Tropeçámos neste som e foi imediatamente divertido tocar», afirmou o vocalista/baixista Mike Kerr. Já tínhamos tido um pequeno vislumbre daquilo que virá a ser “Typhoons” com “Trouble’s Coming”, onde se podem ouvir elementos que fazem lembrar algo entre os Daft Punk e os Justice – «coisas realmente orientadas para o groove» – e que, segundo a banda, mapearam essencialmente as bases para o resto do LP.

St. Vincent, TBA | Em 2017 e 2018 deu-nos um par de álbuns (ligados, mas diferentes entre si). “Masseduction” é o álbum mais orelhudo e mais dançável na sua discografia. “MassEducation” eram as mesmas canções mas em arranjos mais orquestrados, mais clássicos. Annie Erin Clark já assumiu que o novo álbum está para breve e citando influências como Stevie Wonder ou Sly and the Family Stone. Provocou os fãs dizendo: «Mal posso esperar que ouçam». Mal podemos esperar para ouvir, dizemos nós.

Slash, Myles Kennedy & The Conspirators, TBA | Slash juntou-se à Sweetwater para uma entrevista onde fala sobre o Coronavírus e como tem lidado com os constrangimentos provocados pela pandemia«Tenho estado muito ocupado. Na verdade, isto tudo deu-me muito tempo para ser criativo. Por isso, tem sido um bom período nesse aspecto». O guitarrista refere ainda que trabalha em «muitas coisas sozinho, por isso eventualmente o Todd [Kerns, baixista da sua banda a solo] virá de Las Vegas para colocar baixo em tudo». Ou seja, Slash fala sobretudo sobre o aventado novo álbum com Myles Kennedy & the Conspirators. Vale a pena recordar que, em Outubro passado, Todd Kerns já havia confirmado nas redes sociais que um novo álbum dos Conspirators estava para breve.

Tomahawk, “Tonic Immobility” | Mike Patton é um daqueles tipos que não consegue estar quieto. Depois de anunciar o regresso dos Mr. Bungle, iniciativa que acabou por render um novo álbum, da reunião dos Faith No More e dos tētēma, faltava um dos seus projectos paralelos de maior reputação e peso, os Tomahawk. Pois bem, o projecto que junta Patton a Duane Denison (dos The Jesus Lizard), ao baterista John Stanier (dos Battles) e ao baixista Trevor Dunn (dos Mr. Bungle, Melvins e mais uma data de cenas da mais fina estirpe), vai lançar novo álbum! “Tonic Immobility” chega no dia 26 de Março de 2021, com o selo da Ipecac Recordings.

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