VOA Heavy Rock Festival 2019 Shots

VOA Heavy Rock Festival 2019 Shots

Redacção

O VOA Heavy Rock Festival 2019 promete ser bastante significativo. No festival assistiremos ao regresso dos Slipknot a Portugal, após 10 anos, à despedida dos Slayer ou ao regresso dos Arch Enemy, com a espectacular dupla de guitarristas, Michael Amott e Jeff Loomis.

Após um ano de interregno para reestruturação, 2019 será um ano da expansão para VOA – HEAVY ROCK FESTIVAL. Quando comemora dez anos de existência, o evento muda-se para o Estádio do Restelo, em Lisboa, nos dias 4 e 5 de Julho de 2019, para dois dias que prometem celebrar o verdadeiro espírito dos grandes concertos de rock e metal que têm marcado a história da música ao vivo em Portugal nas últimas décadas.

Uma das catedrais dos grandes concertos é precisamente o Estádio do Restelo, a eterna casa d’Os Belenenses, que celebram, também em 2019, o seu primeiro centenário e acolhem o festival, num ano em que já foi o palco de outro grande evento, o regresso dos Metallica a Lisboa, acompanhados pelos Ghost.

WE ARE NOT YOUR KIND

Houve uma época em que os Slipknot visitavam amiúde o nosso país. A banda estreou-se em Portugal no então denominado Pavilhão Atlântico, em 2001, tendo logo em 2002 actuado no festival da Ilha do Ermal. Em 2004, fez parte do cartaz da primeira edição do Rock In Rio-Lisboa. Mas depois de 2009, no Alive, seguiu-se um intervalo de 10 anos, que será agora interrompido no VOA, festival em que são os cabeças-de-cartaz do dia 4 de Julho. Precursores do nu-metal, são um dos nomes mais icónicos e bem sucedidos da vaga que, na segunda metade da década de 90, tomou de assalto o cenário da música mais extrema.

Originários de Des Moines, os nove mascarados estabeleceram-se rapidamente como uma das propostas mais enigmáticas e provocadoras da era moderna da música, que viria a marcar toda uma geração, de público e de músicos. Ao longo das últimas duas décadas cresceram, transformaram-se num fenómeno de popularidade à escala mundial e extrapolaram todos os rótulos.

Foram nomeados para dez Grammy Awards (vencendo o galardão em 2006 com «Before I Forget»), arrecadaram 13 discos de platina e 44 de ouro, e contam actualmente com 2,5 biliões de visualizações no YouTube. A sua base de seguidores é hoje tão firme como militante e aguarda ansiosamente pelo anunciado novo álbum. “We Are Not Your Kind” chega em Agosto e estará certamente presente numa setlist (“Unsainted” e “All Out Life” são os primeiro singles conhecidos) que irá celebrar uma carreira de duas décadas, a envelhecer bem, como um bom whiskey.

Nas fileiras dos Slipknot encontra-se um dos melhores guitarristas da sua geração, Jim Root. O música é endorser dos amps Orange, contando com modelos de assinatura dos ferozes mini amps Terror. Também está ligado à Fender, tendo também modelos de assinatura nos formatos Stratocaster, Telecaster e Jazzmaster. A propósito da gama Fender Parallel Universe, Root gravou recentemente um vídeo em que aprecia e toca uma Meteora de olhos vendados. No VOA deverá tê-los bem abertos!

DEUS DETESTA-NOS A TODOS

Foi no início de 2018 que os Slayer anunciaram a sua digressão de despedida. Os fãs foram surpreendidos com a notícia de que uma das maiores e mais importantes bandas de sempre do metal pretendia dar por encerrado o seu brilhante percurso. Depois da morte Jeff Hanneman, em 2013, especulou-se sobre o futuro da banda. Hanneman foi um dos fundadores dos gigantes do thrash metal. Em 1981 conheceu o outro guitarrista da banda, Kerry King, quando ambos participaram numa audição para uma banda. Tendo partilhado interesses comuns na estética musical, recrutaram o baixista Tom Araya e o baterista Dave Lombardo, o line-up que formaria o nome mais brutal das bandas a que se designou “Big Four”. O seu trabalho nos Slayer tornou-se uma referência, com riffs que se imortalizaram na história do heavy metal, bem como a forma como ele e Kerry King solavam alternadamente nos temas. Tanto para o público, como para milhares de outros músicos, os Slayer são (e serão sempre) um dos nomes mais emblemáticos do movimento thrash.

A banda ainda conseguiu manter a sua vivacidade por mais meia década. Cancelou os planos de um último álbum e optou por outro rumo. Decidiram embarcar numa tour de despedida quando ainda estão no topo da sua forma. A digressão arrancou a 10 de Maio desse ano de 2018, tem registado lotações sucessivamente esgotadas nos Estados Unidos e na Europa, e chega finalmente a Portugal, no dia 5 de Julho de 2019.

A banda californiana, actualmente formada por Tom Araya no baixo e na voz, Kerry King e Gary Holt (o impetuoso músico que personalizou o acabamento da sua ESP com o seu próprio sangue) nas guitarras e Paul Bostaph na bateria, escolheu a décima edição do VOA para se apresentar pela última vez em Portugal. É por isso natural que ninguém queira perder esta oportunidade de se despedir de um dos grupos mais venerados do metal e celebrar, pela última vez ao vivo, o enorme poderio de clássicos como “War Ensemble”, “Raining Blood” ou “Angel Of Death”.

NO MORE REGRETS

Os Arch Enemy devem estar bem no topo das bandas que mais mudanças enfrentam. Desde logo na voz. A banda gravou os seus três primeiros álbuns com Johan Liiva e em 2001 ganharam protagonismo os grunts femininos de Angela Gossow. A cantora esteve mais de uma década na banda, sendo substituída em 2014. Constantes na banda apenas a secção rítmica, estabilizada com o baixista Sharlee D’Angelo em 1999, com o baterista Daniel Erlandsson a acompanhar o shredder Michael Amott desde os primeiros tempos da banda até aos dias de hoje.

Mas todas estas alterações acabaram por abrir caminho à possibilidade de poder ver-se dois ases da guitarra eléctrica em paralelo. Michael Amott e as suas Dean Guitars ao lado de Jeff Loomis e as suas Schecter e Jackson. A Arte Sonora já teve em momentos diferentes no passado oportunidade de conversar com cada um dos guitarristas. Podes recordar essas conversas com Michael Amott e com Jeff Loomis.

GODZILLA

Duas décadas de carreira e cinco álbuns depois, os Gojira, os irredutíveis gauleses liderados pelos carismáticos irmãos Joe e Mario Duplantiers, tornaram-seum dos nomes mais emblemáticos no espectro da música extrema. A última vez que visitaram Portugal foi no dia 7 de Julho de 2016, para apresentar “Magma”. Ainda sem sucessor, o sexto longa-duração do grupo mostra os quatro intrépidos músicos a pegarem na sua fórmula complexa de extremismo sonoro e a apimentarem-na de forma muito inteligente, cada vez mais maduros, mais focados e, fruto de toda a experiência acumulada, mostrando saber exactamente como fazer passar a sua mensagem da forma mais eficaz possível.

Os bilhetes para o evento custam 75€ (passes) e 50€ (bilhete diário), à venda nos locais habituais. Pontos de venda de bilhetes. Portugal: Ticketline (www.ticketline.sapo.pt) e Blueticket (www.blueticket.pt). Espanha: Masqueticket (www.masqueticket.com).